segunda-feira, 29 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Newsletter nº 03: A Culpa é Sua!
Caro Professor:
Tive um professor de Matemática cujo vizinho adorava o cantor Roberto Carlos. Todos os dias, à tardinha, justamente quando ele chegava de suas aulas para um “terceiro turno” com seus problemas domésticos, ainda pensando em situações profissionais, lá estava o vinil, de novo, tocando “Detalhes”. A música se repetia por horas a fio, “a culpa é sua” embalando o cochilo no sofá, até que o refrão se instalou no inconsciente!
De lá para cá, a situação não mudou muito: sempre que algo vai mal em Educação, o professor é responsabilizado. “Médico é quem cura, vendedor é quem vende; se houve reprovação, a culpa é do professor”, esse é o mote.
Tem algum remédio para essa crença? Bem, ela é consequência de séculos nos quais fomos vistos como o centro do processo ensino-aprendizagem; ensinar era ser deus e diabo ao mesmo tempo. Não sei se algum dia ela vai acabar. Mas, que tal darmos uma mãozinha? Como? Dividindo, com nosso aluno, a responsabilidade pelo processo de ensino-aprendizagem, pelo menos, meio a meio. Assim, avançamos mais rápido no conteúdo, a avaliação é mais completa e ainda economizamos energia, concorda comigo? Resumindo: Dividimos a responsabilidade quando centramos o ensino-aprendizagem no aluno, ele próprio construindo o seu conhecimento.
Quer um exemplo? É início de semestre letivo. Aproveitemos o entusiasmo dos calouros! A tentação de abrir o livro, olhar o índice e formar equipes para “fazer seminários” é enorme! Seminários é uma boa ideia! Mas, o que é mesmo um seminário? Seminário e apresentação de trabalhos: qual a diferença?
Pensando em ajuda-lo, professor, estou lhe enviando a técnica do seminário como alternativa em sala de aula. Acredite: ela existe para facilitar a sua vida. Clique AQUI e confira.
Bom final de semana e bom descanso.
Cristina Florêncio
TAE do CCB - UFPE
terça-feira, 16 de março de 2010
Newsletter nº 02/10: "Espelho, espelho meu!"
Olá, Caro Professor!
Nosso comentário da semana é sobre a nossa auto-imagem profissional.
Nessa época de "o importante não é ser, mas parecer", marqueteiros de plantão e misses com mais de 18 cirurgias plásticas, será que nossa auto-imagem profissional corresponde à realidade? Claro que, depois de um certo tempo, já somos maduros o suficiente para não mais desejarmos ser "vitrines" (até porque, vitrine é sensível a pedras, certo?). A fase do professor ídolo já ficou para trás nos tempos heroicos do ínicio de nossa carreira; já construímos um saudável conceito de nós mesmos e não nos impressionamos tanto com as "pesquisas de opinião"; nossos pés já estão firmes no solo o bastante para entendermos que, mesmo usando de racionalidade em determinadas situações, empatia existe dos dois lados (professor e aluno) e ninguém é unanimidade em parte alguma. Isso por causa de um único fato: somos humanos.
Mas, e se nós tivéssemos que contratar a nós mesmos como professores de nossa própria universidade? Seríamos os escolhidos? E quais seriam os critérios dessa escolha? Daríamos preferência ao professor burocrata (pontual, entrega as notas em dia, não falta nem no dia do casamento, ... ), ao professor técnico (competente a toda prova, experiente, atualizado, ...) ou ao professor "bem-amado" (excelente relacionamento com o aluno, não reprova ninguém, vem pra aula quem quer)? Exageros à parte, qual seria o ponto de equilíbrio de um profissional de ensino?
Como simples sugestão, deixo aí embaixo um questionário de autoavaliação docente* (sem retorno). Claro que outros pontos poderiam ser acrescentados (vc mesmo pode acrescentar)! Trata-se, apenas, de um "ponta-pé inicial" para nossa reflexão.
Bem, por hoje é só. Apareça no blog para um zinho! (www.assuntoseducacionais.blogspot.com)
Bom final de semana e bom descanso.
Cristina Florêncio
TAE do CCB - UFPE
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* O questionário Autoavaliação do Professor encontra-se em Arquivos do Blog, à esquerda.
Nosso comentário da semana é sobre a nossa auto-imagem profissional.
Nessa época de "o importante não é ser, mas parecer", marqueteiros de plantão e misses com mais de 18 cirurgias plásticas, será que nossa auto-imagem profissional corresponde à realidade? Claro que, depois de um certo tempo, já somos maduros o suficiente para não mais desejarmos ser "vitrines" (até porque, vitrine é sensível a pedras, certo?). A fase do professor ídolo já ficou para trás nos tempos heroicos do ínicio de nossa carreira; já construímos um saudável conceito de nós mesmos e não nos impressionamos tanto com as "pesquisas de opinião"; nossos pés já estão firmes no solo o bastante para entendermos que, mesmo usando de racionalidade em determinadas situações, empatia existe dos dois lados (professor e aluno) e ninguém é unanimidade em parte alguma. Isso por causa de um único fato: somos humanos.
Mas, e se nós tivéssemos que contratar a nós mesmos como professores de nossa própria universidade? Seríamos os escolhidos? E quais seriam os critérios dessa escolha? Daríamos preferência ao professor burocrata (pontual, entrega as notas em dia, não falta nem no dia do casamento, ... ), ao professor técnico (competente a toda prova, experiente, atualizado, ...) ou ao professor "bem-amado" (excelente relacionamento com o aluno, não reprova ninguém, vem pra aula quem quer)? Exageros à parte, qual seria o ponto de equilíbrio de um profissional de ensino?
Como simples sugestão, deixo aí embaixo um questionário de autoavaliação docente* (sem retorno). Claro que outros pontos poderiam ser acrescentados (vc mesmo pode acrescentar)! Trata-se, apenas, de um "ponta-pé inicial" para nossa reflexão.
Bem, por hoje é só. Apareça no blog para um zinho! (www.assuntoseducacionais.blogspot.com)
Bom final de semana e bom descanso.
Cristina Florêncio
TAE do CCB - UFPE
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* O questionário Autoavaliação do Professor encontra-se em Arquivos do Blog, à esquerda.
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