sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Newsletter no. 23/2010: Luzes, Câmera, Ação!
Olá, Professor!
Como foi a semana no CCB? Muita correria dos coordenadores antes do início das aulas? E quem estava de férias refez suas energias?
| Figura 1 No set de filmagem |
Quanto a mim, estive em capacitação durante esse tempo, e gostaria de compartilhar com você a experiência que tivemos no período de 02 a 06/08, participando da oficina de produção de vídeo “Telinha na Escola” no Centro de Formação de Educadores Paulo Freire, na Madalena - Recife.
A citada oficina foi uma parceria entre a operadora Vivo, o Banco do Brasil, a Ong Escola da Árvore e a Prefeitura da Cidade do Recife, tendo como capacitadores Aluísio Cavalcante, jornalista responsável pelo conteúdo da Redesat Tocantins (TV Palmas – TO) e pela Ong Casa da Árvore, e André Araújo, produtor audiovisual, com vários documentários premiados em festivais nacionais e atual coordenador do CHICO (Festival de Cinema e Vídeo de Palmas – TO).
| Figura 2 Oficineiros Aluísio Cavalcante (sentado) e André Araújo. |
A grande maioria dos participantes foi de professores da PCR, porém, a UFPE marcou presença através do CAC (alunos do Bacharelado em Cinema e da Licenciatura em Educação Artística/Artes Plásticas) e do CCB (Prof. Bruno Severo – Vice-Coordenador da Licenciatura em Ciências Biológicas, e da Técnica em Assuntos Educacionais Cristina Florêncio).
O conteúdo programático da oficina abrangeu desde a elaboração do roteiro de animação, ficção e documentário, passando pela gravação das cenas em ambiente interno e em ruas próximas, além da conversão e edição dessas gravações e da postagem desse conteúdo em blog específico. Os atores das cenas foram os próprios participantes da oficina, entre eles, o Prof. Bruno Severo que atuou no vídeo A Rosa Sangrenta, texto escrito por Eduarda, 11 anos, aluna do 2º ciclo do Ensino Fundamental da PCR.
| Figura 3 Presença da UFPE com os capacitadores. |
O objetivo dessa oficina foi capacitar os professores da Educação Básica e Superior na utilização de novas tecnologias em sala de aula – no caso específico, no uso do celular como ferramenta pedagógica. Maiores informações sobre essa iniciativa podem ser obtidas no site http://www.telinhadecinema.blogspot.com/ .
Bom final de semana para todos e bom descanso.
Cristina Florêncio
TAE do CCB - UFPE
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
| Luzes, câmera, AÇÃO! Professores da PCR e o capacitador André. |
| Alunos de Cinema (CAC). Embaixo, nas extremidades, os capacitadores. |
Oficina de vídeo "Telinha na Escola"
| Prof. Bruno (CCB) |
| Prof. Bruno e a TAE Cristina (CCB), alunos de Cinema e Artes (CAC) com os capacitadores. |
| Capacitadores da oficina Aluízio (frente) e André. |
| Lucas e Juliana, alunos de Cinema (CAC) e a TAE Cristina (CCB) |
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Newsletter no. 22/2010: Entendeu, Leonardo?
Centrífuga Processadora de Salada: um instrumento engenhoso e barato de cuidado com a saúde*
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Já sabemos que precisamos comer bastantes vegetais folhosos para permanecermos saudáveis, mas quem ia saber que um processador de salada poderia ajudar a salvar vidas?
Conforme soubemos do Eurek Alert, as alunas de graduação da Rice University, Lia Kerr e Lauren Theis receberam uma tarefa na disciplina Introdução à Bioengenharia e Saúde Mundial. Como Theis explica:
“Basicamente, disseram-nos para encontrar uma forma de diagnosticar a anemia sem utilização da eletricidade que não fosse muito cara e que utilizasse um equipamento portátil.”
Numa solução de baixo custo, mas de grande inventividade, a dupla alterou um processador simples e comum de salada e transformo-o numa centrífuga fácil de usar e de transportar que separa sangue de forma a permitir o diagnóstico preciso da anemia sem o uso de eletricidade.
O equipamento custa cerca de U$ 30,00, pode processar 30 amostras individuais de sangue com 15 microlitros por vez, e separa os componentes do sangue (hemácias e plasma) em cerca de 20 minutos.
A “Centrífuga Sally”, como foi apelidada por suas inventoras, está passando por uma série de testes de campo neste verão em lugares que se beneficiarão da disponibilidade de adaptações e soluções de tecnologia efetiva, porém, simples.
Como parte do Beyond Traditional Borders – BTB (Além dos Limites Tradicionais) da Universidade de Rice, uma iniciativa que visa à saúde global, focada basicamente em países em desenvolvimento, Kerr e Theis estão percorrendo, com seu equipamento, o Equador, a Suazilândia e o Malaui, onde as clínicas rurais proporcionarão teste real para a surpreendente ferramenta de diagnóstico.
Nas áreas rurais desprovidas e empobrecidas do mundo, um diagnóstico positivo da anemia é um indício criticamente importante na busca por outros problemas de saúde como desnutrição ou doenças infecciosas crônicas sérias, tais como malária e HIV/AIDS. Até agora, amostras de sangue coletadas em áreas rurais tinham que ser enviadas a local distante que tivesse eletricidade e centrífugas de laboratório caras, enquanto os pacientes ficavam aguardando os resultados – um lapso de tempo que pode ser fatal. A capacidade de diagnosticar a condição física em tempo real com a “Centrífuga Sally” possibilitaria que o tratamento apropriado se iniciasse antes que uma doença progredisse e as condições físicas de um paciente se deteriorassem drasticamente.
Maria Oden, professora de engenharia e co-orientadora da dupla, avalia a forma bem sucedida como as duas alunas abordaram a tarefa, encontrando algo que pode, literalmente, salvar vidas conforme for designado no auxílio às urgências de saúde em regiões rurais e economicamente subdesenvolvidas do mundo.
“As alunas realmente fizeram um trabalho incrível, utilizando materiais bem simples e de baixo custo e criando um equipamento que, conforme a pequisa delas mostra, tem correlação satisfatória com os níveis de hematócitos no sangue. Muitos dos pacientes vistos em clínicas dos países em desenvolvimento estão anêmicos, e isso é um problema sério de saúde. A possibilidade de diagnosticar a anemia sem o uso da eletricidade, com um instrumento que é extremamente leve, é de grande utilidade.”
(Salad Spinner Centrifuge: A Cheap, Ingenious Health Care Tool. Disponibilizado em http://shine.yahoo.com/channel/health/salad-spinner-centrifuge-a-cheap-ingenious-health-care-tool-2019637 Acessado em 28/07/10. *Tradução de Cristina M. S. Florêncio)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Newsletter no. 21/2010: Para lembrar é preciso esquecer
O que acontece quando tentamos copiar um arquivo já existente numa pasta de computador? Aparece um aviso informando que ele já consta de nossos documentos, com a opção de substituirmos o antigo arquivo pelo novo. Digamos que não queiramos substituir e insistamos em copiar, que outra opção teremos? Nesse caso, é possível salvar os arquivos assemelhados, porém, atribuindo nomes diferentes.
Mas, por que o computador, simplesmente, não copia e salva tudo o que a gente quer? Bem, se ele não tivesse nenhuma “criticidade”, em breve encheria o hd com informações repetidas, e não haveria espaço para nada novo. Portanto, o computador precisa analisar cada documento e só copia para determinada pasta o que ainda não existe nela. É uma questão de lógica.
Ora, se percebemos essa realidade numa máquina, por que não enxergamos isso em nós mesmos? Leopoldo de Meis, no capítulo Memória e aprendizado, explica por que ele chama o ensino tradicional de antifisiológico. Visando ao acúmulo de informação, essa abordagem não prevê a necessidade que temos de esquecer: não treina o aluno para a troca de noções ultrapassadas por conceitos novos.
A educação tradicional acredita que o cérebro, simplesmente, copia informações - daí a necessidade de uma “memória de elefante” para abarcar o conteúdo. Não percebe que o aprendizado ocorre quando há uma integração da nova informação ao esquema mental que já possuímos; é uma questão de “atualização dos arquivos”. Ou seja, é preciso esquecer para lembrar. Se não nos esquecemos periodicamente, nosso cérebro trava. Sabe aquela ampulhetinha que aparecia na tela, toda vez que o computador parava? Dizíamos que ele estava “pensando”. Na maioria das vezes que nos julgamos “esquecidos”, o nosso cérebro está “ocupado” ou “travado”, tentando processar as informações.
Mas, esquecer, exatamente, do quê? Exemplifiquemos. Quem tem mais de quarenta anos se lembra que bom mesmo era o leite em pó “daquela” marca – leite materno era coisa de “índio”; quintal limpinho era aquele cimentado com cimento tal; melhor ainda era substituir a manteiga pela margarina XY! Lembrou ou já se esqueceu? Recentemente, tivemos que esquecer o “abaixo o ovo de galinha!” como o grande vilão do colesterol. Nesse último caso, foi necessária uma verdadeira desfragmentação e limpeza completa de disco!
Porém, tudo isso tem seu lado bom. Serviu para lembrarmos que a Ciência não é tão onipotente como pensavam os positivistas do Século XIX: ela é apenas uma das formas de nos aproximarmos do conhecimento, e também é influenciada pelo poder econômico, sofre upgrades e “muda de ideia”.
Contudo, as lembranças não são eliminadas de vez; são “compactadas”. O autor explica que “Durante o esquecimento, há uma simplificação progressiva da informação armazenada, com perda de detalhes à medida que o tempo passa”. Para manter ativa uma informação preciosa, ele ensina:
“O balanço entre o que se esqueceu e o que se grava na memória depende de diversos fatores [...], entre os quais se destacam a atenção que prestamos ao que está acontecendo, o nosso estado afetivo e (ou) emocional e a liberação de hormônios como a adrenalina, de nossas glândulas para a circulação sanguinea. Neste balanço, a capacidade de recordar aumenta se houver emoções fortes [grifo nosso] e a tendência normal é lembrar com mais facilidade de coisas agradáveis do que das desagradáveis. [...] As [informações] que foram gravadas com grande intensidade (emoções, hormônios etc) são armazenadas com maiores detalhes e evocadas mais facilmente.”
Pois é. Alguém aí falou em emoções e hormônios? Será que essas duas coisas têm alguma relação com a aprendizagem dos nossos alunos?
Bom final de semana e bom descanso.
Cristina Florêncio
TAE do CCB – UFPE
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Referência bibliográfica
De MEIS, Leopoldo. Memória e Aprendizagem IN Ciência e educação: o conflito humano-tecnológico. Rio de Janeiro: ed. do autor, 1998, 66-76.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Newsletter no. 18/2010: A Culpa foi de Mick Jagger
A CULPA FOI DE MICK JAGGER
Lucivânio Jatobá*
O Brasil vencia por 1X0. Médicos faltaram plantões nos hospitais. Enfermeiros “esqueceram” dos plantões. Professores deixaram de ministrar as aulas. Padarias fecharam. Supermercados esvaziaram-se. Policiais deixaram seus postos de trabalho. Até os bandidos suspenderam as suas atividades "laborais"...para assustir ao jogo.
Lucivânio Jatobá*
A população brasileira desespera-se. O time estava ganhando: 1 x 0 era o placar. Quase uma hora antes, impossível dirigir pelas ruas das grandes e médias cidades do país. Engarrafamentos colossais, gritos, nervosismo, buzinas estridentes, vuvuzelas insuportáveis nas casas, bares e apartamentos... quase uma histeria coletiva. Parecia que uma guerra ia ter início e se fazia necessário chegar em casa.
O Brasil estava lá por 1 x 0. Dona Maria, na esquina da rua, faturava com a venda do "churrasquinho de gato" e de tapiocas. Seu "Antonho", apesar da truculência que lhe é peculiar e o mau humor perpétuo, vendia mais cerveja, enquanto a galera gritava : Vai, Robinho! Vai Robinho...!!!! E seu "Antonho" lá dentro do boteco felicíssimo (com a vitória ou com o lucro? Quem sabe...?).
O Brasil ganhava de 1 X 0, e todo mundo na sala daquele apartamento já arriscava o palpite: a Final será Brasil X Alemanha. Mas eis que de repente, não mais que de repente, o locutor da transmissão do jogo pela TV anuncia: "olha lá, olha lá!!!! É o Mick Jagger que está no estádio, com seu filho, torcendo pelo Brasil!" E surge na telinha a imagem do ancião, taciturno, face enrugada, olhando Robinho e Kaká , os muito bem-pagos jogadores, de salto alto, trocando passes...
Pronto, pensei com minha memória RAM: " danou-se! O Brasil vai perder a partida! Jagger foi o urubu das equipes pelas quais torceu". Não deu outra!!!!!!!
Agora, o Brasil está em depressão generalizada. Uma distimia sem tamanho abateu-se sobre a Nação...
"Amanhã tudo volta ao normal", diria o Conselheiro Acácio, estivesse aqui agora. É uma pena que todo esse "sentimento patriótico" do brasileiro acabe-se quando o juiz japonês apita e aponta para o centro do campo.
A Seleção Brasileira, ou selecinha para muitos, é apenas um time, composto por jovens bilionários. A Seleção Brasileira não é a Pátria brasileira. Esta é infinitamente maior.
Que ergamos a nossa Bandeira no alto do Cristo Redentor ou a finquemos no Pico da Neblina. A Copa se esvai, a Pátria fica. Isso foi apenas uma competição. "Competição é competição", diria novamente o Conselheiro.
Amanhã o Brasil acorda da letargia. A realidade despertará a todos. O sonho acabou.
A culpa foi de Mick Jagger.
(*Prof. Me. Lucivânio Jatobá de Oliveira é geógrafo, professor adjunto da UFPE e autor de diversos livros, com experiência em Geociências e Climatologia.)
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